O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (17), que o governo brasileiro não discutiu documento sigiloso enviado pelos Estados Unidos em outubro de 2025. O texto da Casa Branca exigia que o Brasil não prendesse ou impedisse a participação de dissidentes políticos nas eleições presidenciais de 2026.
Lula declarou em entrevista à Rádio Itatiaia que o documento, publicado recentemente pela imprensa, já estava no arquivo morto da administração. O presidente informou que a comunicação foi recusada logo no recebimento por ser inaceitável que outro país pretendesse ter prioridade sobre a riqueza mineral brasileira.
Segundo o presidente, a matéria que revelou o conteúdo do documento foi publicada com atraso. Lula afirmou que o texto é ultrapassado e que as decisões internas do Brasil pertencem ao próprio país.
Durante a entrevista, o presidente rebateu declarações de Donald Trump sobre o sistema de votação. Lula afirmou que o Brasil possui o processo eleitoral mais seguro do mundo e que, se o presidente dos EUA tivesse utilizado o sistema brasileiro, não teria esperado dias para conhecer o resultado de sua eleição.
O presidente informou ainda que pretende convidar observadores internacionais para acompanhar as eleições brasileiras. Lula disse que o objetivo é tentar introduzir o voto eletrônico em outros países para encerrar irregularidades eleitorais globais.


