O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste sábado (12), durante comício em Curitiba (PR), que o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) não deve ser utilizado para enriquecimento pessoal. Lula classificou a função como um “sacerdócio” e defendeu que os magistrados mantenham um padrão de comportamento acima da média da sociedade.
O presidente mencionou ter conversado com o presidente do STF, Edson Fachin, sobre vazamentos de inquéritos. Sem citar nomes, Lula criticou a conduta de juízes relatores que liberam apenas trechos selecionados de processos, referindo-se ao caso do Banco Master. O petista informou ter solicitado a retirada de todos os sigilos do referido processo.
Nesta semana, Lula voltou a defender a instituição de mandatos para os ministros da Suprema Corte, tema que já havia abordado em fevereiro. O presidente justificou a necessidade de rigor ético alegando que as decisões do tribunal são definitivas e não podem ser alteradas.
Paralelamente, o ministro André Mendonça retirou, na sexta-feira (11), o sigilo de novos processos ligados ao Banco Master. A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), que argumentou que liberações anteriores passavam uma noção distorcida de transparência. Mendonça incluiu 21 processos adicionais por conta própria.
Entre as investigações liberadas está a captação de recursos para a cinebiografia de Jair Bolsonaro, que mira Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro. Também saíram do sigilo processos envolvendo o senador Ciro Nogueira, o político Jaques Wagner e o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, sobre uma transferência de R$ 3,6 bilhões do Rioprevidência ao Banco Master.
O presidente do STF, Edson Fachin, determinou na sexta-feira (11) um prazo de 24 horas para que o relator do caso enviasse a íntegra dos autos da operação Compliance Zero e da petição 15.556 à Presidência da Corte e aos demais gabinetes.

