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Lula e coordenador de Flávio Bolsonaro disputam pauta da escala 6×1

Carla Fernandes
Última atualização: 3 de setembro de 2026 15:57
Carla Fernandes
Tempo: 3 min.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro, trocaram acusações nesta quinta-feira (3) após a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6×1 não seguir para votação no plenário do Senado, apesar de aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Lula afirmou que a pauta foi travada por atuação de aliados de Flávio Bolsonaro, citando nominalmente Marinho. O presidente declarou que a oposição atuou para impedir uma conquista que garantiria um dia a mais de descanso aos trabalhadores sem a redução do salário.

Em resposta, Rogério Marinho classificou a proposta como um “golpe da picanha 2” e chamou o presidente de mal-intencionado. O senador argumentou que a redução da jornada sem corte na remuneração provocaria aumento de preços, desemprego, informalidade e o fechamento de empresas.

O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), admitiu que a base governista não tinha segurança de reunir os 49 votos necessários para a aprovação da mudança constitucional. Enquanto a votação ocorria em Brasília, Flávio Bolsonaro cumpria agenda de campanha no Rio Grande do Sul, participando da Expointer em Esteio e de um comício em Porto Alegre.

A estratégia do PT é utilizar a pauta para ampliar a rejeição de Flávio Bolsonaro, que, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2), é de 55%, contra 53% de Lula. Peças de propaganda do governo enfatizam que o senador não teria empatia com o mundo do trabalho por ser filho de Jair Bolsonaro.

Aliados do presidente, incluindo o secretário de comunicação do PT, Éden Valadares, orientaram a redução de embates diretos com a cúpula do Congresso para evitar tensões políticas. O foco foi deslocado para o desgaste da imagem de Flávio Bolsonaro e seus apoiadores.

Marinho, que defendeu um modelo de jornadas flexíveis como alternativa à PEC, criticou a possibilidade de a proposta ser levada ao plenário entre os dois turnos da eleição. Na CCJ, apenas quatro senadores registraram posição contrária ao texto.

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