O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão tecnicamente empatados em eventual segundo turno pela Presidência, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (28). Lula tem 46% das intenções de voto, contra 44% de Flávio, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.
Na rodada anterior, divulgada no dia 21, Lula também tinha 46%, enquanto Flávio registrava 45%. A diferença entre os dois passou de 1 para 2 pontos porcentuais.
O levantamento ouviu 2 mil eleitores por telefone entre 25 e 27 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O instituto Nexus produziu a pesquisa, sob contratação do BTG Pactual, com registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07557/2026.
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 42% das intenções de voto, 5 pontos à frente de Flávio, que soma 37%. Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) têm 5% cada um. Renan Santos (Missão) aparece com 4%, enquanto Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) registram 1% cada um. Brancos, nulos e eleitores que não escolheriam nenhum dos nomes somam 3%. Outros 2% não souberam ou não responderam.
Considerados apenas os votos válidos, Lula chega a 44%, contra 39% de Flávio. O levantamento também testou outros quatro confrontos de segundo turno. Lula aparece com 46% contra 42% de Caiado; tem 48% contra 39% de Zema; registra 48% diante de Renan Santos, com 37%; e marca 46% contra 41% de Augusto Cury.
A pesquisa mediu ainda o potencial de voto e a rejeição dos principais candidatos. Flávio Bolsonaro é o nome com maior porcentual de eleitores que afirmam que “não votariam nele de jeito nenhum”: 51%. Lula aparece com 48%, seguido por Zema, com 40%; Caiado, com 37%; e Renan Santos, com 39%.
No caso de Lula, 37% dizem que ele é o único candidato em quem votariam, enquanto 13% afirmam que poderiam votar nele, mas também consideram outro nome. Para Flávio, os índices são de 30% e 17%, respectivamente.
A avaliação do governo Lula também foi incluída no levantamento. Para 16% dos entrevistados, a administração é “ótima”, e 20% a classificam como “boa”, totalizando 36% de avaliação positiva. Outros 19% consideram o governo regular, enquanto 8% dizem que é ruim e 37%, péssimo. O resultado reúne 45% de avaliações negativas.

