O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador e candidato do PL, Flávio Bolsonaro (RJ), intensificaram as trocas de críticas a menos de um mês do primeiro turno da disputa presidencial, marcado para 4 de outubro. O embate ocorre com os candidatos empatados em 41% em eventual segundo turno, segundo a Quaest.
Durante manifestação nesta segunda-feira (8) na Avenida Paulista, em São Paulo, Flávio Bolsonaro associou Lula ao ministro Alexandre de Moraes. O senador afirmou que quem vota no petista está votando em Moraes e declarou que pretende indicar cinco ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) após a eventual queda do magistrado.
O candidato do PL também citou investigações contra Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, por suspeita de tráfico de influência. Flávio questionou se o dinheiro de aposentados do INSS estaria financiando o filho do presidente, mencionando a atuação da lobista Roberta Luchsinger e do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes.
A estratégia de Flávio aproveita a crise interna no STF, iniciada após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro. O episódio levou Moraes a pedir que Mendonça seja investigado por indícios de crimes na condução de inquéritos, especialmente o relativo ao Banco Master.
Lula tem evitado citar Moraes em eventos institucionais, mas utilizou a propaganda eleitoral veiculada nesta terça-feira (9) para atacar a família Bolsonaro. Em vídeo, o narrador afirma que há quem use as cores do Brasil, mas sirva a outro país, intercalando falas de Flávio e Jair Bolsonaro em apoio a Donald Trump.
O presidente foca o discurso na soberania nacional e nas tarifas impostas por Trump a produtos brasileiros. Lula declarou que não quer “ninguém metendo o bedelho dentro do Brasil” e defendeu que o país não pode ser tratado como colônia.
A campanha petista também promoveu peças que lembram a relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro e criticam a posição do senador contra o fim da escala de trabalho 6×1, além de divulgar declarações do candidato consideradas misóginas.

