O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) definiram as estratégias para as duas últimas semanas antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. As campanhas buscam ajustar o discurso para atrair eleitores indecisos e consolidar a base de apoio.
Lula pretende reforçar a agenda social e econômica para desviar a atenção da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). A estratégia do candidato à reeleição é dar mais espaço a temas prioritários para a população, como a segurança, a saúde e o preço dos alimentos.
A mudança de foco ocorre após o avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais. O petista busca estabilizar sua vantagem competitiva concentrando-se em indicadores econômicos.
Flávio Bolsonaro mira a ampliação de votos na região Sudeste e a redução da liderança do adversário no Nordeste. O senador aposta no discurso do voto útil, incentivando o eleitor a escolher o candidato com maiores chances de vitória para impedir a eleição de um adversário rejeitado.
Na área social, o candidato do PL planeja focar no aprimoramento do Bolsa Família e em medidas para o eleitorado feminino, como a ampliação de vagas em creches, escolas e oportunidades de trabalho. Um integrante da campanha afirmou que a ideia é construir uma agenda positiva.
Para evitar contradições, Flávio deve evitar críticas ao reajuste concedido pelo governo federal ao programa Bolsa Família neste momento final da disputa.

