O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cumprem agendas políticas distintas nesta segunda-feira (7), Dia da Independência. Enquanto Lula comanda o desfile cívico-militar na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, Flávio participa de ato organizado pelo PL na avenida Paulista, em São Paulo.
O evento na capital federal ocorre das 9h às 11h com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), da primeira-dama Janja da Silva e dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A programação inclui tropas das Forças Armadas, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, alunos de escolas públicas e a Esquadrilha da Fumaça. O governo prevê gasto de R$ 5,74 milhões, valor 33% maior que o de 2025, para atrair 30 mil pessoas.
Os eixos do desfile deste ano são a soberania nacional, o combate ao feminicídio e a Copa do Mundo Feminina de 2027. A cerimônia na Esplanada mantém a tradição estabelecida por Lula em seu primeiro mandato, em 2003, quando a celebração deixou de ocorrer em frente ao Quartel-General do Exército.
Em São Paulo, a concentração de Flávio Bolsonaro começa às 15h com a meta de reunir 100 mil pessoas. O ato, organizado pelo diretório paulista do PL, terá discursos de Tarcísio de Freitas (Republicano), Ricardo Nunes (MDB), Michelle Bolsonaro e do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto. O pastor Silas Malafaia também deve falar ao público.
A manifestação foca em slogans como “Fora Lula” e “Fora Moraes”, em referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a prisão de Jair Bolsonaro. Flávio defende a investigação e o afastamento de Alexandre de Moraes após a retirada de sigilo de processos envolvendo o Banco Master. A oposição pretende usar o evento para impulsionar pedidos de impeachment contra o magistrado.
Organizadores do ato na Paulista monitoram a previsão de frio, com temperaturas que podem chegar a 14°C, fator que pode impactar o volume de público. A mobilização busca demonstrar a força da direita após a prisão de Jair Bolsonaro e conta com a expectativa de participação de representantes de 300 municípios paulistas.

