A disputa presidencial de 2026 chega à reta final com a possibilidade de definição já no primeiro turno, embora pouco provável. Lula e Flávio Bolsonaro lideram as pesquisas, mas precisam ampliar a votação para ultrapassar a marca de 50% dos votos válidos exigida pela legislação eleitoral.
Levantamentos recentes mostram corrida apertada. No Quaest divulgado em 28 de setembro, Lula tinha 39% dos votos válidos, contra 34% de Flávio Bolsonaro.
Para ser eleito presidente ou governador no primeiro turno, não basta ser o candidato mais votado. É necessário ultrapassar a marca de 50% dos votos válidos, regra que vale para as disputas majoritárias.
Quando nenhum candidato alcança a maioria absoluta, os dois mais votados disputam o segundo turno. A conta considera apenas os votos destinados aos candidatos; brancos e nulos são descartados e não interferem no percentual.
Por isso, a quantidade de votos necessária para vencer no primeiro turno varia de uma eleição para outra. Ela só pode ser calculada depois que se sabe quantos votos válidos foram registrados.
Em uma eleição com 100 votos válidos, o candidato precisaria receber 51 votos. Em uma disputa com 10 milhões de votos válidos, seriam necessários 5.000.001 votos. O total de eleitores aptos não é suficiente para determinar essa marca.
Também não basta terminar a apuração em primeiro lugar. Um candidato pode ter a maior votação e, ainda assim, não conseguir a eleição no primeiro turno, como no caso de receber 49% dos votos válidos contra 30% do segundo colocado.
A exigência de maioria absoluta está prevista na legislação eleitoral e é aplicada pela Justiça Eleitoral, incluindo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

