O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) concentram a reta final da campanha em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os três maiores colégios eleitorais do país. A estratégia combina peso eleitoral e força dos palanques locais para alterar a diferença nacional entre os dois líderes antes da votação de domingo (4).
Juntos, os três estados concentram parcela decisiva dos votos e podem mudar o cenário da disputa. Lula ainda passou por Belém, Fortaleza e Salvador no início da semana, preservando atenção ao Norte e ao Nordeste. A partir de quarta-feira (30), porém, volta ao Sudeste, com agenda em Juiz de Fora. Na sexta, deve passar por Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
Minas Gerais aparece como um dos estados mais disputados da reta final. Lula tenta preservar vantagem no estado, enquanto Flávio também prepara agendas locais e conta com nomes como Nikolas Ferreira (PL) para mobilizar sua base. Ao contrário de São Paulo e Rio, a eleição estadual mineira não reproduz de forma tão direta a polarização presidencial, o que aumenta o peso das estruturas próprias de campanha.
Flávio abriu a semana em São Paulo ao lado de Tarcísio de Freitas (Republicanos), seu principal aliado estadual. O peso do governador ajuda a explicar a prioridade. Tarcísio lidera a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes e pode vencer no primeiro turno, oferecendo a Flávio um palanque forte no maior colégio eleitoral do país. Os dois devem voltar a aparecer juntos no sábado (3), em carreata na capital paulista. Lula também pretende encerrar a campanha em São Paulo e acompanhar a apuração no estado.
No Rio, Lula aposta em Eduardo Paes (PSD), líder na disputa pelo governo estadual, para ampliar seu desempenho em relação a 2022. Flávio, por sua vez, tem relação política mais direta com o estado e deve fechar a campanha ao lado de Douglas Ruas (PL), candidato ao governo fluminense. O senador pretende votar no Rio no domingo e acompanhar a apuração em Brasília.
A agenda da quinta-feira (1º) gira em torno do debate da TV Globo. Flávio decidiu participar mesmo sem Lula, mudando a estratégia adotada até então. A campanha vinha condicionando sua presença à do presidente. Lula, por outro lado, ainda não confirmou participação e tende a evitar o confronto, segundo avaliação de aliados.


