O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (21), que estuda a lista de produtos que serão incluídos em um processo de reciprocidade comercial contra os Estados Unidos. A medida ocorre após o governo brasileiro notificar Washington, em agosto, sobre a resposta ao aumento de tarifas impostas pela gestão de Donald Trump.
O Brasil foi atingido por duas taxas diferentes. Uma delas é de 25%, aplicada especificamente ao país, e outra de 12,5%, direcionada a diversas nações. Os valores são somados, embora existam exceções para itens específicos da pauta exportadora brasileira.
Em entrevista concedida em Nova York, onde participa da Assembleia-Geral das Nações Unidas, Lula disse que Donald Trump age como “imperador” e que utiliza a “lei do mais forte”. O presidente brasileiro afirmou que não concorda com esse modo de governar e classificou as tarifas como baseadas em mentiras.
Lula declarou que, em vez de lamentar a situação, busca novos parceiros comerciais. Ele informou que não pretende entrar em guerra com os Estados Unidos e que a intenção é negociar, mas ressaltou que a gestão americana não pode impor suas vontades.
O presidente afirmou que fará todo o esforço possível para a negociação, mas reiterou que cada país possui sua própria soberania. Segundo Lula, a definição de quais produtos entrarão na lista de reciprocidade é o passo seguinte para evitar o confronto direto.

