A rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve-se em 53%, enquanto a do senador Flávio Bolsonaro (PL) subiu para 55%, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7). O índice do parlamentar cresceu dois pontos percentuais em relação à semana passada, variação que ocorre dentro da margem de erro.
O ex-coach Pablo Marçal (PRTB), atualmente inelegível, apresenta o terceiro maior índice de rejeição, com 45%. Na sequência aparecem os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD), com 41%, e Romeu Zema (Novo), com 39%. Renan Santos (Missão) registra 29% e Augusto Cury (Avante) é rejeitado por 26% dos entrevistados.
Este é o primeiro levantamento da Quaest após novas informações sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Mensagens da Polícia Federal (PF) indicam que o banqueiro pediu ao magistrado ajuda para sensibilizar autoridades e orientações sobre como proceder pouco antes de sua prisão.
A situação gerou crise no STF entre Moraes e o ministro André Mendonça, que autorizou a quebra do sigilo da investigação. Enquanto candidatos à presidência de direita utilizam o tema para criticar a Corte, Lula tem evitado o assunto.
Na sexta-feira (5), o presidente gravou um vídeo de pouco mais de um minuto. Na gravação, ele não cita Moraes, mas afirma que há suspeita de envolvimento de agentes públicos e políticos no caso Master.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre os dias 3 e 6 de setembro. O estudo possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é o BR-01720/2026.

