A campanha do presidente Lula iniciou, nesta quarta-feira (9), uma ofensiva nas redes sociais contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Banco Master. O movimento ocorre após o presidente pedir a quebra integral do sigilo da investigação para evitar que vazamentos seletivos impactem a disputa eleitoral.
Lula utilizou seu perfil nas redes sociais para cobrar explicações e medidas imediatas diante do que chamou de crise institucional no Poder Judiciário. O presidente afirmou que é urgente a abertura completa dos autos de todos os envolvidos no caso Master, independentemente de quem sejam, para garantir a transparência do processo.
O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, declarou que a integridade da eleição está comprometida caso o STF não revele os segredos sobre Flávio Bolsonaro. Valadares afirmou que a condução do processo tenta influenciar o pleito ao proteger o candidato bolsonarista e ao ser parcial nas apurações sobre o banqueiro Daniel Vorcaro.
Nos bastidores, conselheiros do presidente atribuem a André Mendonça a responsabilidade por resultados negativos nas pesquisas de intenção de voto. O grupo aponta o entorno do ministro como a fonte de vazamentos da Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva. A situação foi agravada por revelações sobre trocas de mensagens entre o banqueiro Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
A mobilização da militância foi coordenada via WhatsApp, no grupo “Lulaverso”. Textos divulgados aos apoiadores pedem que os integrantes denunciem a blindagem de Flávio Bolsonaro e defendam a independência das instituições a 25 dias do pleito.
A reação ocorre após a divulgação de pesquisa Quaest, na segunda-feira (7), que indica empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, ambos com 41% das intenções de voto para o segundo turno. O cenário de igualdade numérica não era registrado desde março.

