O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de ato de campanha em São José do Rio Preto (SP), neste sábado (5), para apoiar a candidatura de Fernanda Haddad ao governo de São Paulo. Acompanhado de ministros e aliados, o presidente criticou o governador Tarcísio de Freitas e defendeu a trajetória do candidato petista.
O evento, chamado de “SP Pronto para Mais”, reuniu nomes como Geraldo Alckmin, Marina Silva e Simone Tebet. Durante as falas, a aliança direcionou críticas ao governador Tarcísio de Freitas e a Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência. Haddad afirmou que Flávio teria comprado 50 imóveis em dinheiro vivo e mencionado uma negociação de R$ 130 milhões para um fundo familiar nos Estados Unidos.
Haddad também classificou a gestão do Banco Master como resultado de uma “máfia”, associando a instituição a integrantes de governos ligados a Jair Bolsonaro. O candidato criticou a queda de São Paulo no ranking do ensino médio durante as gestões de Tarcísio e de João Doria.
Lula concentrou seu discurso em segurança pública, educação e tecnologia. O presidente defendeu o bloqueio de celulares roubados pelo programa Celular Seguro e a criação de uma inteligência artificial em português para evitar a dependência de China e Estados Unidos. Sobre a política comercial de Donald Trump, Lula ironizou que o presidente americano deveria fazer um “Pix” para ajudar o Brasil.
Simone Tebet e Marina Silva também atacaram o grupo político bolsonarista. Tebet criticou a condução da pandemia pela família Bolsonaro, enquanto Marina Silva rebateu declarações de Tarcísio sobre sua própria candidatura. Márcio França, candidato a vice de Haddad, mencionou escândalos na gestão estadual e pediu que o governador tivesse mais cautela ao comentar sobre lideranças mais velhas.
O vice-presidente Alckmin associou o caso do Banco Master a quem teria “vocação para dar golpe de Estado”, chamando a situação de maior escândalo de corrupção da instituição. O tema do Supremo Tribunal Federal (STF) não foi mencionado por Lula ou seus aliados, apesar de relatórios da Polícia Federal indicarem proximidade entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

