O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta segunda-feira (28) projeto de lei que cria a Estratégia Nacional de Controle e Avaliação da Qualidade da Assistência à Saúde prestada pela Iniciativa Privada. Em visita a hospital em Belém, ele brincou que poderia tirar “um pouquinho” dos ricos para melhorar a vida dos pobres.
Durante visita ao complexo hospitalar da Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará, no bairro Umarizal, em Belém (PA), Lula defendeu serviços de saúde de qualidade para os mais pobres. “Tem que garantir ao pobre o direito do rico. É só isso. Eu não quero tirar nada de nenhum rico. Se eu puder, eu tiro um pouquinho, fazendo ele pagar mais imposto para melhorar a vida dos pobres”, disse.
O petista conheceu a estrutura ampliada do Hospital São João de Deus, que integra o complexo hospitalar. A proposta sancionada teve autoria do então senador Flávio Dino, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o governo, a estratégia foi criada para dar segurança ao paciente e garantir oferta de atendimento com qualidade nos serviços de saúde privada do país.
Ao sancionar o texto, Lula fez referência à morte de Marcelo Dino, filho do ministro do STF, aos 13 anos. Em 2012, Marcelo morreu após falhas no atendimento médico em um hospital de Brasília. Ele teve uma crise de asma e houve demora para ser atendido. A família processou a unidade de saúde.
Lula tentou ligar para Dino durante a cerimônia, mas não conseguiu falar com o ministro. A governadora do Pará, Hana Ghassan (MDB), o ministro Alexandre Padilha (Saúde), o prefeito de Belém, Igor Normando (PSDB), e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, acompanharam a visita.
À noite, Lula participa de comício na Praça da República, em Belém. O ato faz parte da agenda do petista no Pará na última semana antes do 1º turno das eleições.

