Lula (PT) registrou oscilação positiva de um ponto percentual e superou Flávio Bolsonaro (PL) em cenário de primeiro turno, com 40% contra 36%, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24). O levantamento indica que ambos seguem em empate técnico para o segundo turno, com 47% para o petista e 45% para o senador.
A apuração ouviu 2.002 eleitores em 125 municípios entre terça (22) e quarta (23). A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos. O resultado interrompeu a ascensão gradual de Flávio, que havia reduzido a diferença para o adversário de 10 para 3 pontos em quatro meses; agora, a distância voltou a ser de 4 pontos.
O ministro José Guimarães, das Relações Institucionais, afirmou que a campanha ajustou o rumo e que há chances de vitória no primeiro turno se a militância for às ruas. Aliados de Lula atribuem o resultado a estratégias de comunicação e à resolução de problemas internos, como atrasos na distribuição de materiais de propaganda nos estados.
A equipe de Flávio Bolsonaro interpretou os dados como um cenário de estabilidade. Interlocutores do senador apostam no voto útil de eleitores de outros candidatos da direita para vencer a disputa. O grupo classificou como atos de desespero medidas do governo, como o aumento do Bolsa Família — que custará R$ 22,7 bilhões em 2027 — e a promessa de distribuição de canetas emagrecedoras pelo SUS.
No primeiro turno, aparecem ainda Augusto Cury (Avante) com 5%, Ronaldo Caiado (PSD) com 4% e Renan Santos (Missão) com 3%. Romeu Zema (Novo) e Samara (UP) registram 1% cada. Os votos brancos ou nulos somam 5%, enquanto 2% dos entrevistados estão indecisos.
O cenário ocorre após Flávio enfrentar baixa nas pesquisas devido ao escândalo do “Dark Horse” e a revelação de que utilizou um jato privado em 2025. O senador recuperou índices em meio a crises no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo o caso Master e o ministro Alexandre de Moraes.
Entre os beneficiários do Bolsa Família, Lula subiu de 52% para 53%, enquanto Flávio caiu de 28% para 27%. Integrantes do centrão divergem se o pacote de benefícios do governo terá efeito eleitoral imediato ou se o impacto será sentido apenas após o recebimento do reajuste pelos beneficiários.

