O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a autoridade com a maior representatividade na atual composição do Supremo Tribunal Federal (STF), com quatro ministros indicados em seus três mandatos. Dos dez magistrados em exercício, dois foram escolhidos por Dilma Rousseff, dois por Jair Bolsonaro, um por Michel Temer e um por Fernando Henrique Cardoso.
A 11ª cadeira da Corte permanece vaga desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, em 2025. O Senado Federal rejeitou, no dia 29 de abril de 2026, a indicação de Jorge Messias, então advogado-geral da União, por 42 votos contrários e 34 favoráveis. Esta foi a primeira vez que o Legislativo rejeitou um nome presidencial para o Supremo desde 1894.
As indicações de Lula incluem Cármen Lúcia, em 2006; Dias Toffoli, em 2009; Cristiano Zanin, em 2023; e Flávio Dino, em 2023. O ministro Gilmar Mendes, o mais antigo da Corte, foi nomeado por Fernando Henrique Cardoso em 27 de maio de 2002.
Dilma Rousseff indicou Luiz Fux, em 2011, e Edson Fachin, em 2015. Michel Temer nomeou Alexandre de Moraes em fevereiro de 2017. Já Jair Bolsonaro indicou Kassio Nunes Marques, em 2020, e André Mendonça, em 2021.
A composição atual estimula discussões sobre a duração dos mandatos, que hoje se estendem até a aposentadoria compulsória aos 75 anos. Uma proposta de mudança, formulada pela Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo e outros institutos jurídicos, sugere a fixação de um limite de 12 anos para cada magistrado.
A elaboração dessa proposta contou com a participação de ex-ministros como Cézar Peluso e Ellen Gracie, além do jurista Ives Gandra da Silva Martins.

