Mario Covas Neto, diretor do Instituto Teotônio Vilela, protocolou nesta terça-feira (15) uma representação na Executiva Nacional do PSDB pedindo a expulsão de Paulo Serra, presidente estadual do partido. O documento solicita o afastamento imediato do dirigente e a intervenção nacional no diretório paulista por infidelidade partidária.
A acusação baseia-se no apoio declarado por Serra aos candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP). A decisão contraria a Federação PSDB-Cidadania, que lançou Soninha Francine (Cidadania) para a disputa. Covas Neto afirmou que a conduta do dirigente representa uma “afronta à disciplina partidária”.
O estatuto do PSDB prevê punições, incluindo a expulsão, para filiados que apoiem candidatos de outras legendas. O pedido de punição também questiona um evento organizado por Paulo Serra e sua esposa, Ana Carolina Serra, com a presença de Prado e Derrite, ato que teria ocorrido fora das deliberações da federação.
A representação cita irregularidades na propaganda eleitoral do casal em Santo André. A Justiça determinou a retirada de peças publicitárias que não apresentavam a identificação partidária exigida pelas normas internas do partido. Covas Neto sustenta que a permanência de Serra ameaça a imagem da sigla e a unidade da federação.
Ao anunciar a medida, Covas Neto escreveu que as regras do partido devem valer para todos, especialmente para quem ocupa cargos de liderança. Segundo ele, a iniciativa busca coerência e respeito à história da legenda.
As instâncias internas do PSDB analisarão o pedido, mas o protocolo não gera afastamento ou expulsão automática. Paulo Serra e a Executiva Nacional do PSDB não se manifestaram sobre o caso.

