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Marqueteiro de Augusto Cury nega uso de robôs em campanha

Carla Fernandes
Última atualização: 5 de setembro de 2026 06:19
Carla Fernandes
Tempo: 3 min.

O marqueteiro de Augusto Cury (Avante), Sérgio Lima, negou o uso de robôs para inflar a popularidade do escritor na disputa pela Presidência. Em entrevista publicada neste sábado (5), Lima afirmou que o crescimento do candidato reflete a capacidade de Cury de dizer “o que o eleitor quer ouvir” e a eficácia de sua estratégia digital.

A candidatura de Cury registrou avanço nas pesquisas eleitorais recentes. Levantamento do PoderData/Aya, divulgado na quinta-feira (3), aponta que o candidato detém 10% das intenções de voto para o primeiro turno, o que representa uma alta de 6 pontos percentuais em uma semana. O índice é a maior pontuação para um candidato em terceiro lugar no referido levantamento desde maio.

Lima atribuiu parte do resultado ao primeiro debate presidencial, ocorrido em 23 de agosto, organizado pela Band. Segundo o marqueteiro, a reação de Cury à ausência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) no evento atraiu a atenção do eleitorado. Ele afirmou que o candidato manteve a tranquilidade durante os embates com os demais participantes.

Sobre a repercussão nas redes sociais e o interesse em países como Portugal e Índia, o profissional classificou as suspeitas de manipulação como “teoria da conspiração”. Lima explicou que o engajamento de perfis de fofoca é natural diante de temas que viralizam e informou que Cury passou a enviar respostas individuais e vídeos para pessoas que o elogiaram nas plataformas.

O marqueteiro também mencionou que a campanha tem sido alvo de ataques de pastores, que classificam Cury como esquerdista. Lima afirmou que esse movimento é coordenado pela campanha de Flávio Bolsonaro, que estaria preocupada com o crescimento do concorrente e optaria por terceirizar as críticas.

Ex-integrante da equipe de Flávio Bolsonaro, Lima criticou a coordenação-geral do senador Rogério Marinho (PL-RN), classificando a estratégia como “confusa”. O marqueteiro disse ter deixado a equipe por não se sentir confortável com os rumos tomados por Marinho e criticou o uso de transmissões ao vivo excessivamente longas.

Quanto ao cenário de segundo turno, Lima afirmou que o empate entre Lula e Flávio Bolsonaro nas pesquisas deve-se a reportagens sobre Fábio Luís Lula da Silva. O marqueteiro declarou que Lula ainda é o favorito para vencer a eleição.

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