Dermatologistas detalham as distinções entre o retinol e o retinal, ambos derivados da vitamina A, utilizados em protocolos de cuidados com a pele. Enquanto o retinol requer duas etapas para se transformar em ácido retinoico, o retinal necessita de apenas uma, o que o torna mais potente e potencialmente irritante.
A tretinoína, ou ácido retinoico, é considerada o padrão ouro para tratar o fotoenvelhecimento, mas causa alta sensibilidade cutânea. Por esse motivo, foram desenvolvidas moléculas derivadas com maior tolerabilidade, segundo a dermatologista Paula Bellotti.
O retinal atua na normalização da renovação celular e no estímulo ao colágeno. A dermatologista Aline Vieira informou que a substância melhora a textura da pele, rugas finas, poros dilatados, pigmentação e luminosidade, além de tratar alguns tipos de acne e cravos.
Para evitar irritações, a dermatologista Juliana Piquet recomenda que a aplicação ocorra em dias alternados no início do tratamento. A médica orientou a não utilizar o produto quando a barreira cutânea estiver comprometida, como em casos de rosácea ou dermatite, e sugeriu a busca por formulações hidratantes.
Aline Vieira orientou que o retinal não seja associado a ácidos ou outros ativos esfoliantes. A aplicação deve ser feita exclusivamente à noite, com a lavagem do rosto na manhã seguinte para a remoção do produto e a aplicação obrigatória de proteção solar.


