A melatonina e o magnésio são suplementos populares para tratar dificuldades de sono, mas desempenham funções distintas no organismo. Enquanto a primeira atua como um hormônio regulador do ritmo circadiano, o segundo é um nutriente ligado ao relaxamento muscular e nervoso, com evidências de eficácia ainda limitadas.
A melatonina regula a alternância entre sono e vigília, com a produção natural aumentada pelo escurecimento do ambiente. Suplementos desse hormônio mostram-se úteis em casos de alteração do ritmo circadiano, como no jet lag, mas apresentam resultados menos claros para a insônia comum. O uso pode causar sonolência diurna, tontura, náuseas e, em alguns casos, provocar o efeito contrário, gerando insônia.
O magnésio participa da atividade nervosa e muscular, favorecendo o relaxamento via neurotransmissor GABA. Uma pesquisa da NBJ com 155 adultos saudáveis testou 250 miligramas de glicinato de magnésio antes de dormir. O grupo apresentou melhoras nos sintomas de insônia, embora os pesquisadores tenham classificado as mudanças como modestas.
Existem diferentes formas do mineral. O citrato e o óxido de magnésio podem provocar cólicas, náuseas ou diarreia. Já as versões em glicinato e L-treonato são preferidas para evitar desconfortos digestivos. A produção de melatonina, por outro lado, é prejudicada pela idade e pela exposição à luz artificial de telas durante a noite.
O uso indiscriminado de suplementos pode atrasar o diagnóstico de transtornos como a apneia do sono ou insônia crônica. A automedicação impede que a causa raiz de problemas persistentes de descanso seja identificada por avaliação médica adequada.


