O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, afastou temporariamente o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, nesta terça-feira (8). A medida ocorre após a elaboração de um relatório apócrifo que antecipou operações contra dirigentes do partido União Brasil no âmbito do caso Master.
O documento, citado pelo ministro Alexandre de Moraes para questionar a atuação de Mendonça no processo, revelou a existência de uma operação pendente de decisão judicial. O alvo da ação eram os dirigentes ACM Neto e Antônio Rueda.
Mendonça afirmou que a confecção do texto, que não possui procedência, autoria ou data de elaboração, prejudicou as investigações em curso. Segundo o ministro, a divulgação dos elementos a outro relator e a posterior publicidade da documentação alertaram os potenciais alvos das medidas cautelares.
O magistrado descreveu o conteúdo do relatório como composto por abstrações e juízos subjetivos. Para ele, a exposição prévia frustrou a eficácia das diligências da Polícia Federal e comprometeu a colheita de provas.
A decisão de afastamento do diretor-geral da corporação foi tornada pública nesta terça-feira. O caso envolve a gestão de investigações e a troca de informações entre gabinetes do STF.


