O ministro André Mendonça determinou, na noite desta quinta-feira (10), a retirada do sigilo da Petição 15.556 e de outros 14 procedimentos vinculados ao Banco Master. A decisão atende a um pedido do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e ocorre antes de julgamento no plenário marcado para a próxima terça-feira (15).
A abertura dos autos segue uma série de reuniões individuais conduzidas por Fachin com sete ministros e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O presidente do STF cancelou sessões ordinárias para realizar as articulações, que incluíram encontros com Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e o próprio Mendonça.
O plenário analisará a validade de um relatório da Polícia Federal (PF) encomendado por Mendonça. O documento registra a troca de 52 mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e um número atribuído a Moraes no final de 2025.
Apesar da abertura dos autos principais, Mendonça manteve sob segredo de justiça diligências e procedimentos paralelos. Estão entre os trechos sigilosos as investigações sobre a produtora do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, e inquéritos envolvendo os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner (PT-BA).
A Procuradoria-Geral da República (PGR), por meio de Paulo Gonet, contestou a condução das investigações e apontou a existência de nulidades. Segundo a PGR, a determinação para que a PF aprofundasse as apurações sobre as conversas de Moraes exigiria provocação do Ministério Público ou autorização do plenário.
Com a entrega de cópias dos autos aos gabinetes, a Corte inicia a fase final de preparação para o julgamento que definirá a validade das provas e os limites da atuação individual dos ministros no processo.


