O mercado financeiro reduziu as estimativas de inflação e de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (14) pelo Banco Central (BC). A previsão para a inflação caiu de 5% para 4,9%, enquanto a projeção de crescimento da economia recuou de 1,93% para 1,89%.
A redução na estimativa da inflação ocorre mesmo com a continuidade da guerra no Oriente Médio. O conflito eleva o preço do petróleo, fator que pode pressionar os índices brasileiros por meio do aumento dos combustíveis. Para 2027, a expectativa dos economistas subiu de 4,29% para 4,30%.
Desde o início de 2025, o país adota o sistema de meta contínua. O objetivo é manter a inflação em 3%, com a margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.
No quesito crescimento, a projeção para o PIB de 2027 também sofreu queda, passando de 1,45% para 1,5%.
A estimativa para a taxa Selic ao final de 2026 foi mantida em 13,75% ao ano. Atualmente, a taxa está em 14% ao ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano.
Quanto ao câmbio, a previsão para o fim deste ano segue em R$ 5,20 por dólar. Para o encerramento de 2027, a projeção dos economistas recuou de R$ 5,30 para R$ 5,28 por dólar.


