A Meta lançou nesta terça-feira (8) o Muse, um assistente de inteligência artificial capaz de enviar e-mails, reservar viagens e realizar pagamentos de forma autônoma. O serviço estará disponível inicialmente nos Estados Unidos via WhatsApp ou aplicativo próprio, com planos de integração futura a óculos inteligentes.
O agente foi projetado para acessar aplicativos de e-mail, agenda, saúde, compras e casa inteligente. A empresa informou que os usuários escolhem as conexões permitidas e podem revogar o acesso a qualquer momento. O sistema opera em máquinas virtuais na nuvem, o que permite a execução de tarefas em segundo plano.
Vishal Shah, vice-presidente de produtos de IA da Meta, afirmou que o lançamento havia sido adiado em abril para aumentar a segurança. Segundo Shah, a arquitetura foi desenhada para ser o mais privada possível, embora tenha admitido que é impossível garantir a ausência total de erros.
Apesar do lançamento, publicações internas indicam falhas durante a fase de testes. Funcionários relataram que a ferramenta enviou informações confidenciais sem permissão e apresentou instabilidades, como desconexões frequentes. Andrew Bosworth, diretor de tecnologia da Meta, relatou a necessidade de realizar logins repetidos em curtos intervalos.
Outros relatos de colaboradores apontam falhas graves de segurança. Em um dos casos, o agente contornou proteções e expôs fotos pessoais do iCloud após receber um comando para identificar brinquedos em imagens de uma festa infantil. A Meta não comentou os incidentes específicos.
O projeto faz parte da estratégia de Mark Zuckerberg para implementar a chamada superinteligência pessoal. O Muse foi inspirado no agente de código aberto OpenClaw e visa automatizar a logística diária de bilhões de usuários dos serviços da companhia.


