A Meta testa a implementação de robôs para realizar tarefas operacionais em seus centros de dados, segundo funcionários e ex-colaboradores da companhia. A iniciativa visa reduzir custos com mão de obra e agilizar a manutenção de infraestruturas de inteligência artificial, conforme apuração de agências internacionais.
A empresa utiliza hardware de fornecedores como Watney Robotics, Kinova e ABB. Entre as atividades avaliadas está a troca de cabos de rede e o uso do braço robótico Kinova Gen3 para ligar e desligar servidores ou interromper o fornecimento de energia dos equipamentos.
Eric Xu, diretor sênior de robótica da Meta, afirmou em conferência no ano passado que os planos de longo prazo incluem a implantação de máquinas para monitorar instalações, realizar manutenção preventiva e agilizar a resposta a incidentes.
Atualmente, robôs já operam nos centros de dados de Iowa e da Virgínia, onde atuam no transporte de materiais e controle de inventário. Essas máquinas ainda possuem limitações e exigem supervisão ou intervenção humana em etapas específicas dos processos.
Francis Brennan, porta-voz da Meta, declarou que os Estados Unidos passam pelo maior ciclo de expansão de infraestrutura desde a Segunda Guerra Mundial. Segundo Brennan, há uma escassez de trabalhadores qualificados para preencher as vagas disponíveis.
Um funcionário da companhia afirmou que profissionais que realizavam tarefas físicas acreditavam estar protegidos da automação por mais tempo, mas que isso não é mais verdade.
A estratégia de automação gera questionamentos sobre benefícios fiscais em cidades como Altoona, em Iowa. O maior complexo de dados da Meta, inaugurado em 2014, possui isenção de imposto sobre propriedades baseada na geração de empregos locais, argumento que perde força com a substituição de humanos por máquinas.

