Mais de 4 mil andorinhões-de-vaux formaram uma nuvem em movimento ao redor da torre da Primeira Igreja Metodista Unida de Salem, no Oregon, no dia 6 de setembro. As aves giraram em formato de ciclone antes de entrarem em massa pela chaminé do edifício para descansar.
O registro foi feito por David P. Craig, professor da Universidade Willamette. As imagens circularam em redes sociais e levaram parte do público a associar a cena a presságios negativos, mas o comportamento é comum entre especialistas em fauna.
A movimentação está ligada ao período de migração da espécie, que costuma atravessar o Oregon em grupos volumosos entre o fim de agosto e o início de outubro, com a maior concentração ocorrendo em setembro.
De acordo com Craig, a chaminé da igreja serve como local de repouso para os animais. Alunos do professor chegaram a realizar a contagem das aves para explicar a visitantes a importância daquela estrutura para a sobrevivência dos pássaros.
Os andorinhões-de-vaux evoluíram para dormir em árvores antigas e ocas. Com a redução desses habitats naturais, chaminés antigas e sem revestimento tornaram-se alternativas. As aves utilizam dedos adaptados para se fixar nas paredes de tijolo e argamassa.
Um fenômeno semelhante ocorreu em Portland durante quatro décadas, com a concentração de pássaros na chaminé da Escola Primária Chapman. A atividade no local terminou em 2024, e especialistas acreditam que os animais tenham migrado para outras chaminés da região.

