Os preços do minério de ferro subiram pela segunda sessão consecutiva nesta quinta-feira (17) na China. A alta foi impulsionada pelo aumento das compras por via marítima de siderúrgicas que buscam recompor estoques antes do feriado do Dia Nacional, que ocorre entre 1º e 7 de outubro.
O contrato mais negociado na Bolsa de Commodities de Dalian (DCE) encerrou o pregão diurno com valorização de 0,28%, cotado a 710,5 iuanes (US$ 105,92) por tonelada. Apesar do avanço, o preço permanece 4,6% abaixo do pico de 745 iuanes registrado no dia 8 de setembro.
Dados da consultoria Mysteel indicam que o volume diário de transações marítimas saltou 43% na quarta-feira (16), atingindo 1,41 milhão de toneladas. O movimento reflete a reserva de cargas para a semana de folga oficial do país.
Analistas do Goldman Sachs informaram em nota que consideram o intervalo entre US$ 90 e US$ 95 por tonelada como um nível de suporte sólido para eventuais quedas no curto prazo, citando as atuais taxas de frete. A instituição projeta que a produção de aço e a demanda por minério na China enfraqueçam entre outubro e novembro.
A tendência de baixa na demanda coincidiria com o aumento das exportações marítimas de baixo custo de Simandou e de outros fornecedores principais. De acordo com a análise, a redução das margens de lucro do setor siderúrgico desestimula o aumento da produção e limita a escalada dos preços.
Outras matérias-primas recuaram. O carvão coqueificável caiu 1,65% e o coque registrou baixa de 0,63%. Na Bolsa de Futuros de Xangai, o vergalhão recuou 0,13% e a bobina laminada a quente caiu 0,12%, enquanto o aço inoxidável subiu 1%.
A corretora Zhengxin Futures afirmou que a demanda real por aço não apresentou sinais claros de recuperação e ficou abaixo das expectativas. A empresa informou que a contração da oferta persistiu enquanto as perdas no setor se agravaram.

