Os contratos de mini-índice com vencimento em outubro (WINV26) encerraram a sessão desta quinta-feira (10) com alta de 0,95%, atingindo os 190.465 pontos. O movimento acompanha a subida de 1,42% do Ibovespa, que fechou aos 188.268,59 pontos, impulsionado pelo fortalecimento do trade eleitoral e a queda do dólar e dos juros futuros.
O desempenho do índice foi sustentado por varejistas, bancos e pela Petrobras, enquanto a Vale registrou recuo. No cenário externo, as bolsas europeias e de Wall Street operaram em queda, pressionadas pela alta dos juros do Banco Central Europeu, temores inflacionários e o preço do petróleo, que superou a marca de US$ 100.
O analista técnico Rodrigo Paz informou que o Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos está em 73,15 pontos. O número indica que o ativo entrou em zona de sobrecompra, o que aumenta a possibilidade de acomodação dos preços ou realização de lucros, embora não caracterize, isoladamente, uma reversão da tendência de alta.
Para a continuidade da valorização, o contrato precisará superar a resistência entre 190.780 e 191.050 pontos. Caso esse rompimento ocorra, o ativo pode atingir a faixa de 191.930 a 192.190 pontos, com alvos mais longos situados entre 192.495 e 192.815 pontos.
No sentido oposto, o suporte inicial está localizado entre 190.190 e 189.690 pontos. A perda dessa região pode atrair fluxo vendedor e levar o mini-índice aos 189.335 pontos. Em uma correção mais profunda, o próximo objetivo estaria entre 187.500 e 186.720 pontos.
O mercado agora aguarda a divulgação do IPCA no Brasil e do CPI nos Estados Unidos. A volatilidade poderá ser ampliada pelos desdobramentos da crise no Supremo Tribunal Federal (STF), pelo cenário eleitoral, pelo desempenho da Vale e pelas variações do petróleo.

