Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, fecharam a sessão desta terça-feira (15) com alta de 0,67%, atingindo os 188.510 pontos. O movimento ocorre em um cenário de cautela do mercado financeiro, que aguarda as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Reserve nesta quarta-feira (16).
O Ibovespa acompanhou a tendência e avançou 0,54%, fechando aos 186.502,64 pontos. A valorização de 3,09% das ações da Petrobras foi determinante para compensar as perdas registradas pela Vale e por grande parte do setor bancário. A sessão foi marcada por baixa liquidez.
No cenário externo, Wall Street recuou. O petróleo Brent foi cotado a US$ 107 e os Treasuries atingiram as máximas de 19 anos. No Brasil, a fraqueza do varejo elevou as apostas em um corte da taxa Selic, embora a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e a alta dos juros futuros tenham limitado a disposição ao risco.
Além das decisões monetárias, os investidores monitoram nesta quarta-feira a divulgação do IBC-Br e os dados do varejo nos Estados Unidos. O desempenho de Petrobras, a reação de Vale e dos bancos, somados à curva de juros, devem indicar se o contrato sustenta a recuperação ou se volta a acompanhar a volatilidade externa.
A análise técnica do gráfico de 15 minutos indica que o mini-índice encerrou a sessão abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, sugerindo que a retomada do fluxo comprador ainda carece de consistência. Para a continuidade da alta, o ativo precisa superar a resistência entre 188.725 e 189.555 pontos.
No gráfico diário, o contrato preserva a estrutura de alta, situando-se acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos está em 64,99 pontos, zona considerada neutra, mas próxima da área de sobrecompra.


