Os contratos de minidólar com vencimento em outubro (WDOV26) encerraram a sessão desta quarta-feira (16) com queda de 0,10%, fechando aos 5.166 pontos. O movimento ocorreu em meio à elevação dos juros nos Estados Unidos e a instabilidades no cenário político e jurídico brasileiro.
O dólar à vista teve variação negativa de 0,05%, fechando a R$ 5,1519. O resultado aconteceu apesar da valorização global da moeda, impulsionada pela decisão do Federal Reserve de elevar os juros para a faixa de 3,75% a 4,00%, com sinalização de novos aumentos. A medida provocou a alta dos Treasuries e do DXY, que avançou 0,58%.
No mercado interno, o Índice de Atividade Econômica do Brasil (IBC-Br) registrou queda de 0,2% em julho. O desempenho, considerado pior que as expectativas, reforçou as projeções de novos cortes na taxa Selic. O cenário eleitoral e a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) também influenciaram o ambiente dos ativos brasileiros.
Para os operadores de minidólar, o foco agora recai sobre o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos. As cotações de R$ 5,1368 e R$ 5,1670, respectivamente a mínima e a máxima da sessão, servem como referências imediatas para o mercado.
A análise técnica do gráfico de 15 minutos indica fluxo negativo, com o contrato negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Para que a tendência de baixa se consolide, é necessária a superação do suporte em 5.155,5/5.145, o que poderia levar o ativo até a região de 5.082/5.065.
Em sentido oposto, uma recuperação do minidólar depende da superação da resistência em 5.180,5/5.202,5. Caso esse intervalo seja ultrapassado, o contrato pode buscar os 5.224/5.235,5, com objetivo de longo prazo entre 5.257,5 e 5.268 pontos.

