Os contratos de minidólar (WDOV26), com vencimento em outubro, encerraram a sessão desta quinta-feira (10) com leve queda de 0,01%, fixados em 5.127 pontos. O movimento ocorreu em meio a oscilações provocadas por novas pesquisas eleitorais e a pressão de indicadores econômicos vindos dos Estados Unidos.
O dólar à vista recuou 0,20%, fechando a R$ 5,1013. A tendência divergiu do mercado externo após a divulgação de pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg, que indicou Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula, embora ambos sigam tecnicamente empatados. O resultado também impulsionou o Ibovespa, que registrou alta superior a 1%.
No cenário internacional, a moeda americana ganhou força. O movimento foi impulsionado pelo avanço dos Treasuries e do petróleo Brent, que superou a marca de US$ 105. A alta ocorreu após o Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos Estados Unidos registrar subida de 0,4%.
A análise técnica indica que o contrato de minidólar opera em zona de definição, posicionado entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. Para que a tendência de baixa se consolide, o ativo precisaria romper o suporte entre 5.120 e 5.108 pontos, o que poderia levar a cotação aos 5.097,5 pontos.
Por outro lado, a retomada da alta depende da superação da resistência na faixa de 5.137 a 5.159,5 pontos. Caso esse intervalo seja rompido, o minidólar pode buscar os 5.171 pontos. No gráfico diário, a estrutura técnica permanece fragilizada, mantendo o potencial para novas quedas.
Operadores do mercado também mantêm no radar a crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF) e as operações cambiais conduzidas pelo Banco Central. A tendência para as próximas sessões será definida pelo equilíbrio entre o cenário eleitoral interno e a valorização global do dólar.

