O Ministério da Saúde projeta incorporar as canetas emagrecedoras ao Sistema Único de Saúde (SUS) com redução de 80% a 90% nos preços, segundo estimativas da pasta. O investimento previsto é de R$ 1,5 bilhão ao ano. Nas farmácias, o valor dos medicamentos já caiu cerca de 70%.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que uma série de ações foi feita no ano passado para viabilizar o acesso ao medicamento no sistema público. “Barramos a tentativa de prorrogação da patente, viabilizamos a produção nacional e chamamos fabricantes a registrar novos produtos no país”, disse.
Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que o número de usuários desses remédios passou de 400 mil para 750 mil por mês. “Na farmácia, o preço já está 70% mais barato. Quando você pensa na escala de compras do SUS, com produção local, isso nos traz a possibilidade de uma redução de 80% a 90% do preço”, explicou Padilha.
O Ministério da Saúde apresentou pedido de avaliação do medicamento à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que fará a análise. “Não estamos falando de incorporar um milagre estético”, disse o ministro.
Padilha afirmou que a medicação, combinada com ações de alimentação e atividade física, pode ter impacto positivo nos custos do sistema de saúde. “Vai reduzir o volume de cirurgias bariátricas, de internações por doenças cardiovasculares e de internações por recidiva de câncer”, declarou.
A iniciativa está alinhada a recomendações recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o uso de GLP-1 no tratamento da obesidade. A entidade ressaltou que o uso correto desses medicamentos deve ser associado a alimentação saudável e exercícios físicos.


