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Monica Benicio diz que Estado faz parte do crime

Carla Fernandes
Última atualização: 5 de setembro de 2026 03:53
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

A vereadora Monica Benicio (PSOL), candidata ao Senado Federal pelo Rio de Janeiro, afirmou que não existe mais um Estado paralelo, mas que o próprio Estado faz parte do crime. Em entrevista concedida nesta semana, a parlamentar citou a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) como exemplo dessa infiltração.

Sobre a PEC da Segurança Pública, Benicio defendeu que o enfrentamento à criminalidade deve focar em inteligência para atingir quem financia e lucra com o crime. Segundo a candidata, as vítimas do crime organizado e das milícias são os trabalhadores e moradores de favelas, que sofrem extorsões e violência.

A parlamentar criticou a adoção de medidas de exceção inspiradas no modelo de El Salvador. Benicio, nascida e criada na favela da Maré, relatou a experiência de conviver com tanques de guerra e soldados armados durante a intervenção federal, afirmando que tais ações servem apenas para aumentar o medo da população.

Questionada sobre a fragmentação da esquerda no Rio, a vereadora disse entender as alianças do PT com o PSD de Eduardo Paes, embora o PSOL não integre a chapa do presidente Lula. Benicio afirmou que sua candidatura busca representar mulheres trabalhadoras e progressistas vindas de favelas.

Sobre a relação com Carlos Bolsonaro, a candidata declarou que não houve interação entre os dois, apesar de terem sido vizinhos de gabinete. Ela afirmou que o parlamentar não utilizava a tribuna para defender projetos durante os cinco anos de mandato.

A vereadora também comentou sobre o voto do PSOL em Rodrigo Bacellar, preso sob acusação de colaborar com o Comando Vermelho. Benicio explicou que a decisão ocorreu para que o partido mantivesse a presidência de comissões de Direitos Humanos e de Defesa da Mulher na Alerj.

Em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF), a candidata se manifestou contra a banalização do impeachment de ministros, citando o processo contra a ex-presidente Dilma Rousseff. Ela afirmou que a Constituição deve valer tanto para magistrados quanto para jovens de comunidades.

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