O Morgan Stanley elevou as estimativas de lucro para a Petrobras e a PRIO após o petróleo Brent superar os US$ 105, com o contrato para novembro fechando em US$ 108 nesta segunda-feira (28). A principal recomendação da casa para o setor segue sendo a Petrobras, classificada como “overweight”, equivalente a compra.
Os analistas revisaram as projeções de preço da commodity e de Ebitda para 2026 e 2027, com ajustes entre 12% e 19%. A expectativa é que o Brent fique em US$ 100 por barril no quarto trimestre de 2026, com média de US$ 97 no segundo semestre do ano e US$ 85 em 2027. A estimativa de longo prazo é de US$ 70.
“Preferimos empresas com combinação sólida de valuation, fundamentos e resiliência na geração de caixa, embora reconheçamos que o desempenho de curto prazo pode sofrer em um eventual movimento de queda das commodities”, afirmaram os analistas.
Para a Petrobras, a casa cita avaliação atrativa, crescimento potencial e execução operacional como argumentos para a recomendação. O rendimento de fluxo de caixa livre (FCF Yield) projetado fica entre 13% e 17%. A petroleira mantém como base o Brent a US$ 70, considerado conservador pelo banco.
“A continuidade das políticas atuais tende a preservar a direção estratégica da companhia, enquanto um ambiente mais orientado ao mercado poderia reforçar ainda mais o caso de investimento”, disseram os analistas.
A PRIO também foi citada no relatório, com forte geração de caixa esperada para 2027 e FCF Yield projetado em 38%. O banco considera o campo de Wahoo bem-sucedido e vê expectativa de salto relevante na produção e na geração de caixa no próximo ano.
O relatório também recomenda as argentinas YPF e Vista Oil & Gas. Segundo a casa, as ações de petroleiras latino-americanas consideram o barril em cerca de US$ 69, o que garante potencial de valorização mesmo em cenários de preços abaixo dos atuais.


