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Nestlé amplia compra de cacau no Brasil para diversificar suprimentos

Carla Fernandes
Última atualização: 10 de setembro de 2026 17:49
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

A Nestlé ampliou a compra de cacau no Brasil para diversificar seu abastecimento e tornar a cadeia de suprimentos mais resiliente diante de choques de oferta globais. A estratégia, detalhada pelo presidente-executivo Philipp Navratil nesta quarta-feira (9), inclui a implementação de técnicas de agricultura regenerativa para reduzir a dependência de fertilizantes convencionais.

As medidas foram anunciadas durante visita à fábrica da companhia em Caçapava, em São Paulo, unidade que detém a maior produção mundial do chocolate KitKat. Navratil informou que a empresa estabeleceu parcerias com centenas de fazendas brasileiras para compartilhar informações técnicas que visam elevar a produtividade e a qualidade dos grãos.

A iniciativa busca diminuir os custos de produção, impactados pela alta nos preços dos insumos agrícolas decorrente do conflito no Oriente Médio. O foco está na redução do uso de fertilizantes químicos por meio de práticas regenerativas.

O Brasil teve sua produção devastada na década de 1970 pela doença conhecida como vassoura de bruxa, mas fazendas de grande porte retomaram o cultivo com árvores resistentes. Atualmente, o país produz apenas o volume necessário para o consumo interno, mas o governo prevê que a produção dobre em cinco anos, atingindo 400 mil toneladas.

A mudança na cadeia global de suprimentos ocorre enquanto a Costa do Marfim lidera a produção mundial com 2 milhões de toneladas. O Equador, que expandiu plantações nos últimos anos, aproxima-se de Gana, o segundo maior fornecedor, com mais de 600 mil toneladas métricas anuais.

Navratil explicou que qualquer alteração significativa no mercado global demanda tempo, já que as árvores de cacau levam até cinco anos para atingir o pleno potencial de produção.

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