O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quarta-feira (9), durante visita a tropas na fronteira com a Síria, que o governo do Irã está à beira do colapso. O premiê declarou que a derrubada do regime iraniano é a tarefa principal do conflito iniciado em fevereiro com apoio dos Estados Unidos.
As declarações ocorreram no lado sírio do Monte Hermon, onde Netanyahu visitou o Ministro da Defesa, Israel Katz. O premiê afirmou que o eixo de influência do Irã acabará por ruir e disse que a queda do regime está próxima. O conflito entre as nações se intensificou nos últimos dias.
Netanyahu descartou a possibilidade de uma saída diplomática para encerrar a guerra. Ele classificou os governantes do Irã como “selvagens” e defendeu a manutenção da campanha de pressão econômica promovida pelo aliado norte-americano contra Teerã.
Um dia antes, o primeiro-ministro acusou o Irã de tentar assassinar um de seus filhos. Em entrevista por telefone, ele afirmou que ocorreu algo “inacreditável” e que o país mirou em um de seus descendentes, mas não detalhou quem teria sido o alvo ou quando o crime ocorreu.
Em nota publicada nas redes sociais pelo partido Likud, Netanyahu negou ter ignorado alertas sobre os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023. A resposta ocorre após a imprensa local divulgar que o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, teria alertado o premiê dez dias antes da operação do grupo islamista.
O texto do Likud classifica a informação como notícia falsa e atribui a autoria a Muhammad Dahlan, funcionário palestino residente nos Emirados Árabes Unidos. O partido acusa Dahlan de tentar derrubar o governo de direita para assumir o controle da Faixa de Gaza.
Netanyahu afirmou ainda que Israel sofre “interferência estrangeira descarada” em seu processo político. A declaração ocorre diante da proximidade das eleições gerais no país, marcadas para outubro.

