O corpo de uma mulher de cerca de 30 anos foi encontrado nesta quinta-feira (17) em Dawn Park, na região de Ekurhuleni, leste de Joanesburgo, na África do Sul. A vítima, que estava seminua e enrolada em um lençol à margem de uma estrada, é a nona mulher morta na região desde julho.
A vítima apresentava hematomas e ferimentos causados por facadas. A identidade da mulher ainda não foi divulgada. Segundo a apuração, outros oito corpos foram localizados entre julho e setembro em pontos de Ekurhuleni, incluindo Kempton Park, Olifantsfontein, Clayville e KwaThema.
A Polícia da África do Sul montou uma equipe multidisciplinar com detetives, agentes de inteligência e peritos forenses para apurar se as mortes estão conectadas. As autoridades analisam uma pessoa de interesse, mas não detalharam a relação do suspeito com os casos. Um homem foi preso em 17 de julho após a descoberta do primeiro corpo, em Kempton Park, mas a polícia não o relacionou às demais vítimas.
Entre as mulheres identificadas estão Elizabeth Moselakgomo, de 38 anos, Itumeleng Kekana e Dineo Evelyn Motapane, também de 38 anos. O ministro interino da Polícia, Firoz Cachalia, afirmou que os investigadores trabalham, no momento, com a hipótese de eventos distintos e separados, descartando a tese de assassino em série. A polícia considera a possibilidade de um grupo de criminosos envolvido.
O primeiro-ministro da província de Gauteng, Panyaza Lesufi, declarou nesta quinta-feira que a investigação seguirá rigorosamente. Em comunicado, a polícia classificou o aumento de crimes violentos contra mulheres como uma questão de grande preocupação e recomendou que elas evitem rotas isoladas e o uso de fones de ouvido em volume alto ao caminhar.
Uma recompensa de 400 mil rands (cerca de R$ 126,5 mil) foi oferecida por informações que levem a prisões. A ONU Mulheres indica que a taxa de homicídios de mulheres na África do Sul é cinco vezes maior que a média global. No ano passado, o país classificou a violência contra mulheres como um desastre nacional.


