Nove dos dez ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tomaram medidas ou se envolveram diretamente na crise sobre as investigações do Banco Master. O plenário da Corte analisa, nesta terça-feira (15), o relatório da Polícia Federal (PF) com diálogos entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
A ministra Cármen Lúcia é a única integrante da Corte que não teve envolvimento direto no imbróglio. O embate ganhou força após o ministro André Mendonça tornar públicas mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes, gerando pressões por respostas da instituição.
O ministro Dias Toffoli foi o primeiro a ter vínculo revelado no caso. Ele deixou a relatoria do processo em fevereiro, após admitir que era sócio de uma empresa que vendeu um resort no interior do Paraná para um fundo pertencente ao cunhado de Vorcaro.
A disputa entre Mendonça e Moraes mobilizou outros magistrados. Kassio Nunes Marques e Luiz Fux apoiaram a decisão do relator do caso Master para afastar Andrei Rodrigues da direção-geral da PF. A 2ª Turma chegou a formar maioria para confirmar o afastamento, que foi invalidado posteriormente.
O ministro Flávio Dino reverteu a decisão de Mendonça e determinou o retorno de Andrei Rodrigues ao cargo na PF. Já Gilmar Mendes pediu vista do julgamento e defendeu, em ofício enviado na sexta-feira, que o presidente do STF, Edson Fachin, assumisse a relatoria do caso.
Na véspera do julgamento, o ministro Cristiano Zanin solicitou acesso à cópia integral dos dados do celular de Daniel Vorcaro. O pedido ocorreu após Mendonça reforçar a Fachin, no domingo, a posição contrária ao compartilhamento dessas informações. Os conteúdos foram enviados aos gabinetes de Zanin e Gilmar Mendes nesta segunda-feira.


