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Nunes Marques diz que Justiça Eleitoral não escolhe vencedores

Carla Fernandes
Última atualização: 4 de setembro de 2026 15:35
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, afirmou nesta sexta-feira (4) que a Justiça Eleitoral não possui preferência por candidaturas e não escolhe vencedores. A declaração foi feita durante a cerimônia de conclusão da lacração dos sistemas eleitorais que serão utilizados nas eleições de 2026.

Durante o discurso, Nunes Marques disse que a missão do órgão é cumprir a Constituição e que a Justiça não interfere na escolha popular. Segundo o ministro, a paixão da instituição é a democracia.

O magistrado informou que a lacração dos sistemas assegura que a tecnologia empregada nas eleições permaneça transparente, segura e auditável. Ele explicou que a segurança do processo não depende de um único mecanismo, mas da combinação de camadas de proteção, controles independentes, procedimentos rigorosos e a possibilidade de fiscalização.

Nunes Marques acrescentou que o TSE manterá as portas abertas para o acompanhamento de todas as etapas da votação eletrônica. O presidente do tribunal afirmou que a credibilidade das eleições é construída por meio de compromissos coletivos.

A fala ocorre em meio a tensões no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro André Mendonça determinou o levantamento do sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Em resposta, Moraes recorreu ao inquérito das fake news para apontar crimes atribuídos a Mendonça e pediu ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, a abertura de procedimento contra o colega. Fachin deu prazo de cinco dias úteis para que Moraes, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, se manifestem.

Nesta sexta-feira (4), o presidente do Supremo também determinou que as apurações solicitadas por Moraes contra Mendonça sejam retiradas do inquérito das fake news e passem a tramitar em outro procedimento instaurado por Fachin.

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