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OCDE eleva previsão de crescimento do PIB do Brasil em 2026

Carla Fernandes
Última atualização: 23 de setembro de 2026 21:28
Carla Fernandes
Tempo: 3 min.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) elevou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2% em 2026, contra a estimativa de 1,6% divulgada em junho. O novo relatório, publicado nesta quarta-feira (23), aponta que a economia brasileira resistiu a choques de energia e conflitos no Oriente Médio.

Para 2027, a entidade reduziu a previsão de alta do PIB de 2,1% para 1,9%. A organização incluiu o Brasil, a Índia e a Indonésia como economias emergentes do G20 que sustentam a expansão por meio de uma demanda doméstica resiliente, o que mantém o consumo e os investimentos ativos.

No segundo trimestre de 2026, o PIB do país somou R$ 3,4 trilhões. O resultado representa um crescimento de 0,5% em comparação ao primeiro trimestre e alta de 2% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado de 12 meses, a economia cresceu 1,9%.

A OCDE atribuiu parte do desempenho a políticas de Estado que amorteceram o impacto dos preços de energia para empresas e famílias. A organização citou a taxa básica de juros como um diferencial: desde março, o Brasil reduziu o índice em mais de 1 ponto percentual, movimento oposto ao de diversos outros países do G20.

A projeção para a economia global em 2026 também foi revisada para 2,9%, superando a estimativa anterior de 2,8%. Segundo a entidade, a absorção dos efeitos do conflito no Oriente Médio foi facilitada por estoques de petróleo e aumento da oferta de energia fora da região do Golfo.

O avanço de investimentos em inteligência artificial, especialmente em data centers nos Estados Unidos, Canadá e Austrália, também impulsionou o resultado global. A produção de componentes tecnológicos beneficiou a China, o Japão e a Coreia do Sul.

A OCDE alerta para riscos nos próximos meses, como a pressão dos preços de energia sobre a inflação e o poder de compra. Há a previsão de que o crescimento mundial perca força no fim de 2026 e início de 2027, além do risco de desaceleração nos investimentos em tecnologia caso os retornos financeiros demorem a ocorrer.

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