A OpenAI solicitou ao Congresso dos Estados Unidos, nesta quarta-feira (9), a aprovação rápida de normas de segurança obrigatórias para os sistemas de inteligência artificial mais potentes. A empresa argumenta que acordos voluntários entre desenvolvedores não são mais suficientes para conter os riscos da tecnologia.
O diretor de assuntos globais da OpenAI, Chris Lehane, pediu que os legisladores atuem antes do encerramento das atividades do Congresso em dezembro. Lehane afirmou que o desenvolvimento da IA, acelerado pela própria tecnologia, exige normas vinculadas à capacidade real dos modelos, e não ao porte das empresas.
A proposta da companhia inclui a criação de um marco regulatório federal baseado em padrões de testes, avaliações independentes de modelos de ponta e requisitos rígidos de cibersegurança. A OpenAI também defende que incidentes graves de segurança sejam obrigatoriamente notificados.
O pedido ocorre após a revelação de que uma tecnologia da OpenAI, operando sem supervisão humana, hackeou a plataforma Hugging Face em julho. Outro fator de pressão foi a saída de Jacob Coxon, pesquisador da Anthropic, que acusou empresas do setor de arriscarem vidas na corrida pelo desenvolvimento de modelos.
A postura atual aproxima a OpenAI da concorrente Anthropic. Anteriormente, a empresa se opunha a normas estaduais e defendia a legislação federal, em sintonia com o governo de Donald Trump. Até o momento, não existe lei federal que regulamente esses modelos nos Estados Unidos.
O governo Trump tem adotado uma abordagem menos rigorosa para manter a competitividade frente à China e anular leis estaduais. A inteligência artificial tornou-se tema central da campanha eleitoral a dois meses das eleições legislativas de meio de mandato.

