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Operação do MPSP combate rede de revenda de celulares roubados

Carla Fernandes
Última atualização: 10 de setembro de 2026 19:28
Carla Fernandes
Tempo: 2 min.

Uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP), batizada de Frankmobile, mobilizou mais de 1,7 mil agentes nesta quinta-feira (10) para desarticular uma estrutura de roubo, desbloqueio e revenda de celulares. A ação resultou no cumprimento de 84 mandados de busca e apreensão e sete de prisão temporária em São Paulo e Goiás.

A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 5 milhões em bens e valores. Segundo o promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Luis Fernando Bugica, o montante pode ultrapassar R$ 400 milhões conforme as investigações avançam. Bugica informou que foram apreendidas toneladas de aparelhos e peças em diversos caminhões.

A apuração do Gaeco, que durou dois anos, dividiu a cadeia criminosa em quatro núcleos. O primeiro grupo era responsável pela subtração dos aparelhos em eventos como Lollapalooza, The Town e Parada do Orgulho LGBT, utilizando “batedores” e receptadores. A região da Rua Guaianases, no centro da capital paulista, além da 25 de Março e Santa Ifigênia, foram identificadas como destinos imediatos dos aparelhos.

A segunda etapa envolvia técnicos conhecidos como “icloudeiros”, que removiam bloqueios de contas, alteravam o Imei e redefiniam senhas. O MPSP informou que criminosos também acessavam aplicativos bancários para realizar fraudes e empréstimos. Um colaborador do esquema relatou ter obtido R$ 28 mil acessando contas de vítimas.

Quando os aparelhos não eram revendidos inteiros, eram desmontados para a venda de telas, baterias e câmeras. O empresário Amine Awada, dono de lojas na Rua Santa Ifigênia e Avenida Ipiranga, teve a prisão decretada. A investigação aponta que estabelecimentos no Shopping Mundo Oriental funcionavam como polos de “lavagem técnica” de componentes.

Para localizar aparelhos escondidos em prédios como o Los Angeles e o Japurá, a polícia utilizou cães farejadores. O governador Tarcísio de Freitas afirmou que, embora as ocorrências de roubo e furto de celulares tenham caído 44,9% entre janeiro e setembro, a sensação de segurança ainda não foi atingida pela população.

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