A oposição no Senado anunciou, nesta terça-feira (1º), a renovação do pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a cobrança ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela demissão do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, após revelações sobre a relação do magistrado com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
O movimento foi liderado por Rogério Marinho (PL-RN), que baseou as medidas em mensagens extraídas do celular de Vorcaro. Entre os pontos citados estão diálogos entre o banqueiro e o ministro às vésperas da prisão do empresário, além de dados sobre um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.
Marinho informou que este é o 53º pedido de impeachment contra Moraes. O senador também anunciou a apresentação de uma notícia-crime contra o ministro e contra Andrei Rodrigues, que será encaminhada ao vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, devido a suspeitas que envolveriam o procurador-geral, Paulo Gonet.
O grupo parlamentar pretende utilizar o episódio para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a dar andamento aos processos. Marinho defendeu a alteração do Regimento Interno da Casa para que a decisão de abrir processos contra ministros do STF seja tomada de forma colegiada ou pela Mesa Diretora, e não apenas pelo presidente.
Outros senadores também se manifestaram nesta terça-feira. Carlos Viana (PSD-MG) protocolou um pedido de impeachment e requereu que Moraes compareça ao plenário para prestar esclarecimentos. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobrou a abertura imediata do processo e afirmou, em discurso na tribuna, que a Casa tem se omitido diante das revelações.


