O opositor Yair Golan, ex-general e líder do partido Os Democratas, apresentou nesta quinta-feira (10) uma denúncia por difamação e incitação à violência contra Sara Netanyahu, esposa do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. A ação ocorre após ela sugerir que Golan sabia do ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.
Em entrevista televisiva no fim de agosto, Sara Netanyahu afirmou que o adversário político já estava preparado na manhã do massacre, enquanto outras pessoas, incluindo o primeiro-ministro, não tinham conhecimento do plano do grupo islamista palestino.
Golan contesta as declarações, classificando-as como teorias da conspiração de mentes mal-intencionadas. O ex-general pede indenização de até 2,5 milhões de shekels (cerca de R$ 4,2 milhões) pelos danos à sua reputação e dignidade, conforme documentos consultados por agências internacionais.
O episódio acontece durante a campanha para as eleições legislativas de 27 de outubro. O país enfrenta forte divisão após o ataque de 7 de outubro de 2023, que deixou 1.221 mortos, a maioria civis.
Paralelamente, Benjamin Netanyahu enfrenta pressões por sua renúncia nesta semana. Opositores baseiam os pedidos em relatos da imprensa de que os Emirados Árabes Unidos teriam alertado o governo sobre a ofensiva do Hamas dez dias antes do ocorrido, fato negado pelo premier.
A resposta militar de Israel na Faixa de Gaza resultou em mais de 73 mil mortos, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas e considerados confiáveis pela Organização das Nações Unidas (ONU).

