O afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal (PF), decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), provocou reações de integrantes do governo e de partidos de oposição nesta terça-feira (8). A medida ocorre em meio a investigações sobre o caso Banco Master e gera disputa jurídica sobre as prerrogativas de nomeação presidencial.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou que eventuais envolvidos no escândalo do Banco Master devem responder criminalmente, independentemente do cargo. Para a ministra, a crise institucional exige uma resposta firme do STF e a abertura imediata de sigilos para a apuração de responsabilidades.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, classificou a decisão do ministro André Mendonça como firme e corajosa. Caiado declarou que as instituições de Estado precisam agir com imparcialidade e respeito à Constituição, sem interferência política.
O Partido Novo, que solicitou o afastamento de Andrei seis dias antes da decisão, tratou a medida como uma vitória. Em nota, a legenda afirmou que quem está envolvido não pode conduzir investigações e defendeu a abertura de processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes.
A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que recorrerá da decisão. O órgão sustenta que o afastamento invade uma atribuição privativa do presidente da República, responsável por nomear e exonerar o diretor-geral da PF, conforme o artigo 84 da Constituição.
O julgamento no Supremo foi interrompido por um pedido de vista, mas os ministros Luiz Fux e Nunes Marques já anteciparam votos pela manutenção do afastamento, formando maioria com André Mendonça.

