A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta quinta-feira (11) operação contra uma organização criminosa suspeita de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro. O grupo atuava no Distrito Federal, em Goiás e no Tocantins e é investigado após a morte de um comerciante de 68 anos em março de 2025.
A vítima trabalhava na Feira dos Goianos, em Taguatinga, e enfrentava pressão financeira por cobranças abusivas com juros de 20% ao mês. Por ser semianalfabeto, o homem utilizava contas bancárias e aparelhos celulares de familiares para negociar os pagamentos e tentar manter a atividade comercial.
Segundo a PCDF, os criminosos passaram a enviar mensagens e ameaças à filha do comerciante após a morte dele, exigindo que ela assumisse as dívidas do pai. A apuração identificou a existência de dois grupos distintos responsáveis pelas cobranças, sendo um deles composto por cidadãos colombianos, que já foram alvo de ação policial anterior.
A operação atual, conduzida pela Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), focou em uma organização formada por brasileiros. O grupo possuía estrutura voltada para a intimidação das vítimas e ramificações em três unidades da Federação.
A Justiça determinou a expedição de 12 mandados de prisão preventiva e ordens de busca e apreensão. As diligências ocorreram em Palmas e Araguaína, no Tocantins, além de Formoso, Goiânia e Senador Canedo, em Goiás. Foi determinado o sequestro de bens e o bloqueio de até R$ 10 milhões.
Os investigados foram indiciados por usura, extorsão, lavagem de dinheiro, coação no curso do processo e organização criminosa armada, dependendo da participação individual de cada envolvido.

