A Petrobras encerrou a sessão desta quarta-feira (9) com máxima histórica no preço de suas ações, acompanhando a alta do barril de petróleo do tipo Brent. O movimento ocorreu apesar de um dia de baixas nos mercados financeiros globais e do fechamento negativo do índice Ibovespa.
As ações ordinárias (PETR3) subiram 0,85%, fechando a R$ 53,69, enquanto as preferenciais (PETR4) avançaram 0,69%, atingindo R$ 48,42. O barril Brent, referência internacional, subiu 3,36% para US$ 101,21, o maior valor registrado desde 23 de julho.
A valorização é impulsionada por tensões geopolíticas após ataques dos Estados Unidos a petroleiros iranianos, em resposta a ataques da Guarda Revolucionária Iraniana a uma corveta da marinha americana. O conflito gerou incertezas sobre o fluxo de óleo pelo Estreito de Ormuz.
Com a alta, a petrolífera mantém a posição de empresa mais valiosa da América Latina, avaliada em R$ 663 bilhões (cerca de US$ 128,3 bilhões). No ano, as ações ordinárias acumulam alta de 72,8% e as preferenciais de 65,7%, superando a valorização de 15,2% do Ibovespa.
Leonel Mattos, do banco de câmbio StoneX, afirmou que o Brasil pode se beneficiar parcialmente do cenário por ser exportador líquido de petróleo. Segundo Mattos, preços mais elevados da commodity ampliam as receitas de exportação e podem exercer pressão baixista sobre a taxa de câmbio, suavizando a alta do dólar, que fechou a R$ 5,11.
O Ibovespa encerrou o dia com queda de 0,93%, aos 185.629 pontos. Nicolas Borsoi, estrategista sênior da Tullett Prebon, explicou que a adversidade no exterior provocou um movimento de realização de lucros por investidores em ações locais. A alta dos juros futuros penalizou empresas de economia doméstica, como Magazine Luiza, com perda de 4,46%, e Localiza, que cedeu 3,07%.

