A Petrobras planeja aumentar o preço do diesel vendido em refinarias em cerca de R$ 1 por litro, mas aguarda a publicação de medidas do governo federal para evitar que o custo seja repassado aos consumidores. A iniciativa busca reduzir a defasagem entre os preços internos e as cotações internacionais do combustível.
O governo anunciou, via medida provisória, um novo subsídio ao diesel fixado inicialmente em R$ 1 por litro. O valor será somado ao benefício já vigente de R$ 1,12, totalizando aproximadamente R$ 2,12 por litro, informou o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
Segundo a apuração, o governo teria espaço fiscal para a medida devido ao aumento da arrecadação no setor de petróleo e gás, incluindo impostos de exportação, royalties e dividendos da estatal. O sistema prevê que produtores e importadores concedam o desconto na venda e sejam reembolsados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) estima que a defasagem média do produto da Petrobras seja de R$ 3,20. O cenário é influenciado pelo barril de petróleo acima de US$ 100, reflexo da guerra no Irã e de ataques ucranianos a refinarias russas, que reduziram a oferta global.
A Petrobras informou, em nota nesta quinta-feira (10), que aguarda a publicação dos atos legais necessários para avaliar e implementar a nova subvenção econômica anunciada pelo governo federal. A companhia afirmou que não antecipa movimentos sobre reajustes de preços.
Empresas privadas do setor também podem ser beneficiadas por um programa de subsídios mais robusto. O Brasil importa cerca de 25% de suas necessidades de diesel, e parte do consumo é atendida por refinarias privadas locais que enfrentam dificuldades com os preços internacionais.


