Relatórios da Polícia Federal (PF) indicam que Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, utilizava um grupo para intimidar desafetos por meio de coação, ameaças e agressões físicas. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (10) pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido do ministro Luiz Edson Fachin.
A Polícia Federal afirma que Vorcaro mantinha uma imagem pública amigável, mas que, em conversas com Felipe Mourão, chamado de “Sicário”, planejava atos de violência contra adversários. O conteúdo faz parte de processos que tiveram o sigilo derrubado pela Corte.
Um dos episódios detalhados envolve Luís Felipe Woyceichoski, ex-piloto da embarcação do banqueiro. Segundo a investigação, o grupo de Vorcaro se reuniu com Woyceichoski para intimidá-lo com ameaças direcionadas ao ex-funcionário e à sua família. Em áudio obtido pela PF, a vítima relata ter sido ameaçada por sete milicianos em nome de Daniel Vorcaro.
O motivo das ameaças contra o ex-piloto seria a realização de gravações durante uma festa promovida pelo banqueiro em seu barco, segundo Vorcaro.
Outro alvo de intimidação foi o ex-chefe de cozinha Leandro Garcia da Silva. A PF apurou que Vorcaro ficou apreensivo após Garcia publicar um vídeo nas redes sociais afirmando que exporia situações relacionadas ao seu último trabalho. O cozinheiro teria sido ameaçado de morte por sete pessoas no hotel onde trabalhava.

