Buscas da Polícia Federal em três endereços de Daniel Vorcaro, em São Paulo, Brasília e Belo Horizonte, revelaram imóveis de luxo com cinemas particulares, spas e cofres. As diligências integram o inquérito sobre fraudes bilionárias no Banco Master e resultaram na apreensão de joias, obras de arte e R$ 290 mil em espécie.
No imóvel do Jardim América, em São Paulo, os agentes encontraram relógios das marcas Rolex, Audemars Piguet e Richard Mille. A residência possuía três cofres e uma adega subterrânea com centenas de vinhos, cujo volume impediu a remoção durante a operação. A segurança do local era composta por três profissionais, incluindo dois na área externa.
Em um dos quartos da casa paulista, a PF localizou R$ 290 mil, em moedas brasileira e norte-americana, guardados em um compartimento de segurança em uma gaveta de closet. Foram apreendidos também um colar de diamantes, um dispositivo de armazenamento de 6 terabytes e uma pintura atribuída ao artista francês Pierre-Auguste Renoir.
A propriedade no Lago Sul, em Brasília, era utilizada prioritariamente para recepções e reuniões. No escritório, a polícia encontrou papéis com informações sobre propriedades rurais e listas de vinhos caros. Agentes localizaram pastas com timbres do Banco de Brasília (BRB) e da Câmara dos Deputados.
Em Belo Horizonte, a PF vistoriou três terrenos no bairro Belvedere que formavam uma única propriedade com academia e espaço gourmet. Ao contrário dos outros endereços, os armários estavam vazios e nenhum bem de valor foi encontrado. A governanta informou que o local era usado para descanso e lazer.
As buscas ocorreram em 18 de novembro de 2025, um dia após a prisão de Vorcaro no Aeroporto Internacional de Guarulhos. O banqueiro foi detido antes de embarcar em jatinho particular com destino aos Emirados Árabes Unidos, via Malta. Na ocasião, a PF suspeitava que ele pretendia fugir do país.
A extração de dados do telefone apreendido no aeroporto permitiu aos investigadores acessar mensagens entre Vorcaro e integrantes dos Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, material considerado central para a apuração das fraudes.


